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Maria do Carmo de Andrade Silva
Psicóloga Clínica,
Mestre em Psicologia e Livre Docente em Sexualidade Huamana
Coordenadora do Ambulatório de Sexologia do Instituto de Ginecologia da UFRJ.
Vaginismo – Contração involuntária, persistente e recorrente da musculatura perivaginal, quando é tentada ou mesmo prevista a penetração vaginal.
Dispareunia – Dor genital associada frequentemente ao intercurso sexual. (DSM-IV-TR 2002).
Dentre as atividades sexuais, a penetração (pênis x vagina), é a prática que caracteriza a própria relação sexual. A vinculação é tamanha, que se alguém tem relação utilizando sexo oral ou manipulações genitais, não se percebe ou é percebido, como tendo tido uma relação, mas sim, que houve simplesmente jogos sexuais.
A valorização histórica dada à penetração é tão intensa, que as pessoas ou casais envolvidos com tais dificuldades, além dos incômodos físicos e impossibilidades reprodutivas, percebem-se como anormais, inseguros e inferiores aos demais. Processo que progressivamente atinge outras áreas da vida relacional e, pela vergonha e sentimentos de incompetência, faz com que se escondam e convivam com tais problemas por anos, sem que procurem ajuda. Tal fato impede que a freqüência com que estes transtornos ocorrem na população geral, não tenha sido realmente determinada. Segundo Masters e Johnson (1997), em pesquisa realizada com voluntárias de amostragem não clínica, examinadas nos anos de 1970-1980; com faixa etária entre 21 e 40 anos, apresentou-se vaginismo confirmado por exames pélvicos na proporção de uma em cada 20 delas.
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