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| ATIVIDADE SEXUAL E DROGAS |
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Paulo Canella A sexualidade não era objeto da medicina quanto a desejo e comportamento. Sexo em medicina referia-se a reprodução, genética, harmônios, fecundação etc. desejo nem siquer foi considerado no esquema de Masters e Johnson, foi uma mulher ligada a psicologia, Kaplan, que considerou o mais importante, o desejo. Desde sempre havia drogas milagrosas, ioimbina, madragora, catuabas, testículos de animais, testosterona, ate que com o sildenafil apareceu alguma coisa positiva para a ereção, mas desde que o desejo estivesse presente. Os homens passaram a ter uma bengala, desde que desejassem... o mais complicado. Vai daí que os interesses introduziram a medicalização e assim a medicina que morria de medo de sexualidade quanto a tesão, erotismo, etc, pode entrar na jogada escondendo o medo de falar sobre sexo com quem podia ser invadido física e mentalmente, o cliente, através da medicalização. Aqui entre nos e no mundo sexo passou a ser mercado da ginecologia e urologia e com êxito indiscutível entre os homens que tendo ereção estavam a coberto de pensar sexo, com ereção dava para disfarçar suas deficiências afetivas e psicológicas. Agora está desencadeado o alvoroço de encontrar uma droga que resolva o problema feminino, coisa mais dura porque culturalmente as mulheres precisam de desejo, ser penetrada com ou sem ele é desagradável e aviltante, mas não uma impossibilidade. Vai daí..... Usa-se um questionário que reduz pessoas singulares a uma amostra pareavel como se todas tivessem variáveis iguais, como se o subjetivo (beleza, atratibilidade, potencia e tesão do parceiro, educação repressiva ou não, raiva do parceiro, parceiros com amantes, enfim...) fosse passível de “igualização” e submete-se tudo a um tratamento matemático preciso. As conclusões percentuais são então tomadas como “evidencias”. Bom, é o que fazemos nos trabalhos do mestrado em sexologia na gama filho. Serve para obter o grau de mestre mas o quanto de verdade há nestas “evidencias”? Quando drogas estão em volvidas e sabemos que por algum tempo placebo funciona, o clinico que aplica o medicamento é que vai avaliar o resultado. Quase sempre usa-se por um período que compensa o investimento, as vezes a coisa funciona, né? Em homens a apomorfina não funcionou. Já o sildenafil melhora a ereção, mas não o tesão pela mulher que não se gosta. Não é uma maravilha tomar um remedinho e resolver os problemas mais íntimos como por milagre? Afinal é isso que também as clientes querem porque elas não vão ao ginecologista expor a sua genitália pensando em sexo e os ginecologistas idem quando as examinam... |
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