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| RBSH - Volume 10 - No. 2 - 1999 |
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Destaque desta edição Se a conscientização de uma necessidade (que Vitiello tão bem nomeou de “A educação sexual necessária”) a estimulação da formação dos profissionais que buscam qualificação nesta área, tem sido nossa constante preocupação, parece-nos que no início deste novo milênio a discussão também apontará para a questão ética do profissional em sexologia. A começar pelo termo “sexólogo”, amplo o suficiente para apropriações indevidas (inclusive matéria do editorial de nosso Boletim Informativo Ano XI - n° 04 - 1999), a qualificação profissional e mais precisamente, as vertentes que compõem a atuação destes profissionais tem sido tema de discussão em correspondência direta ao desenvolvimento dos conceitos que envolvem a noção de cidadania. Temos observado que outras entidades, muitas delas parceiras da SBRASH, tem também traçado alguns perfis interessantes. O Conselho Federal de Psicologia, por exemplo, publicou uma resolução em 23 de março deste ano que estabelece “...normas para que os psicólogos contribuam para acabar com as discriminações em relação à orientação sexual” (resolução do CFP n°- 1/99). Também a WAS - World Association for Sexology, divulgou em agosto deste ano a “Declaração dos Direitos Sexuais” que desde 1997 vem sendo elaborada por seus associados. A palavra ética assim está descrita no mais que conhecido dicionário Aurélio da língua portuguesa: “Estudo dos juízos de apreciação referentes à conduta humana, do ponto de vista do bem e do mal”. Embora esta descrição contenha até um certo viés maniqueísta (do bem e do mal) e possa ser objeto de outra reflexão e escrito, o que nos chama a atenção é a palavra conduta. Conduta como procedimento ou comportamento remete a ação de executar, mas também faz alusão a conduzir, direcionar. Nesse sentido acredito que temos nos empenhado em conduzir com esmero, os estudos da sexualidade humana para o âmbito social, educacional e político de nosso país. Há que se reforçar, no entanto, que nem sempre e infelizmente as discussões que envolvem o poder público buscam, nos profissionais da área da sexualidade, informação a apoio.
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