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| RBSH - Volume 5 - No. 1 - 1994 |
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Destaque desta edição Em 1960, ventos liberais, “coincidentes” com o advento da pílula anticoncepcional, que deram maior liberdade a mulher de iniciar sua vida sexual sem o risco da gravidez, trouxeram a Educação Sexual a algumas escolas particulares. Porém com o golpe de 1964 foram exonerados diretores, professores e alunos que continuassem com experiências neste sentido. O governo aliou-se com a igreja, ambos queriam a repressão, não apenas em relação moral, mas social, política e econômica, assim como o planejamento familiar que estimulasse os nascimentos: mais gente, mais pobreza, mais dependência. Na década de 70 começava a “abertura” parcial e assistemática. No IV Congresso Brasileiro de Orientação Educacional em São Paulo (1976), evidenciou-se a existéncia de estudos em diversos estados, especialmente São Paulo. Oficialmente não havia Educação Sexual no currículo, mas era dado de uma forma discreta, em Programa de Saúde. O movimento feminista reivindicava a introdução da matéria nas escolas, por achar que o debate sobre sexualidade ajudaria no movimento de Emancipação Feminino. A Educação Sexual era um instrumento eficaz para a redução do crescimento demográfico. Em 1978 um canal de televisão de grande audiência, levou ao ar um programa sobre Educação Sexual, o que gerou polêmica e o assunto ganhou fortes adeptos. Foi realizado o 1° Congresso sobre Educação Sexual em São Paulo. A sexóloga Maria Helena Matarazzo fez algo inédito: um programa de rádio e serviço telefônico para responder perguntas sobre sexo. Em 1980 a Educação Sexual entra com toda a força. A sexóloga Marta Suplicy fala de sexualidade na televisão em um programa diário de grande audiéncia. Sexo se tornou popular e objeto de estudos de vários profissionais, sobre diversos aspectos e objetivos. Em 1983 aconteceu o 1° Encontro Nacional de Sexologia em São Paulo. Surgiram grupos multidisciplinares que promoveram reuniões e debates, criando agentes multiplicadores. Veja o que mais você pode encontrar nesta edição
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