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Sexus - Volume 2 - No. 3 - 1990 PDF Imprimir E-mail

Destaque desta edição

A Opinião do Ginecologista sobre a Homossexualidade e a Bissexualidade

COMENTÁRIOS
Resumo

Através de questionário atingiram-se 537 ginecologistas de todo Brasil, os quais responderam sobre a sexualidade das pacientes, e opiniões sobre práticas sexuais. Este trabalho constitui a continuação da análise das respostas ao questionário (2,6,7,8).
São vistas as diferenças entre o ginecologista do sexo masculino e do feminino, e as diferentes regiões do país.
O ginecologista brasileiro ainda mantem a opinião de serem a homossexualidade e a bissexualidade doença ou inadequação sexual. As atitudes dos ginecologistas de São Paulo e Rio de Janeiro, em minoria expressiva, aparentam estar mais em acordo com as atuais teorias científicas aceitas sobre os temas.
O comportamento homossexual, ou seja, relacionamento sexual entre pessoas de mesmo sexo, tem sido considerado das mais diversas formas, desde uma doença até um comportamento adequado, sadio e desejado, na dependência da cultura em que se insere.

Na Grécia Clássica o homem era bissexual e não havia um termo que designasse o homossexual (termo esse cunhado em 1869, por Karoly M. Benkert) (Goldensen e Anderson, 1989)
O homossexualismo foi condenado historicamente pelo judaísmo desde seu início (Masters, Johnson e Kolodny, 1988). No império Romano permitia-se o casamento entre homens ou entre mulheres (Masters, JoOOson e Kolodny, 1988). As atitudes negativas para com a homossexualidade vieram da religião e impregnaram a visão médica até o século XVIII e XiX, passando de "pecado" para "doença". Para Krafft-Ebing havia relação entre a homossexualidade e falhas genéticas com predisposição do sistema nervoso. No início do século XX, a homossexualidade era considerada uma doença congênita (Masters, Johnson e Kolodny, 1988). A tolerância foi crescendo no século XX, com revogação, na Inglaterra em 1957, das leis que excluiam o homossexual da normalidade social, desde que suas práticas sexuais fossem executadas de forma privada entre adultos.O ativismo político homossexual por direitos de cidadania iguais aos heterossexuais, inicia-se em 1%9, expandindo-se até os dias de hoje, com aceitação maior e com maior tolerância, a exemplo das citações de Altman (1982) nos Estados Unidos da América. Cientificamente a homossexualidade não é mais encarada como doença e nem classificada entre os desvios sexuais pela maioria daqueles que se dedicam ao estudo da sexualidade humana (Fucs, 1987; Masters, Johson e Kolodny, 1988).
A bissexualidade, ou o relacionamento ou fantasia sexuais com indivíduos de ambos os sexos, tem sido pouco estudada e aparentemente pouco discutida em ambientes informais e pela população em geral, sendo porém tratada de forma mais preconceituosa.

Este trabalho é a continuação da análise das respostas às perguntas de um questionário respondido por médicos ginecologistas de todo o pais (Costa e Rodrigues Jr. 1987; Rodrigues Jr. e Costa, 1988; Rodrigues Jr., Costa, Gomes e Pugliese, 1989).

Veja o que mais você pode encontrar nesta edição

Sumario

ARTIGOS
PESQUISA DE GÊNERO HOMOSSEXUAL/HETEROSSEXUAL: DO PECADO À CIÊNCIA E À POLÍCIA SECRETA
  John Money, PhD
TERAPIA SEXUAL E TERAPIA CONJUGAL: REFLEXÕES SOBRE UMA POSSÍVEL COMBINAÇÃO
  Maria Alexina Ribeiro
A OPINIÃO DO GINECOLOGISTA SOBRE A HOMOSSEXUALIDADE E A BISSEXUALIDADE
  Oswaldo Martins Rodrigues Jr.
   
DE SEXU DOCUMENTA
MASTURBAÇÃO EM MENINOS E MENINAS ANTES DA ADOLESCÊNCIA
 
Max Huhner, MD
   
SEX-ARTE
ESCULTURA NAYIKA, EM PEDRA - KANCHIPURAN, lNDIA (SÉCULO XIV DA ERA CRISTÃ)
   
PADARIA ESPIRITUAL
   
NOTÍCIAS
   
NOSSA CAPA
  Ah, os Pequenos Glutões! Gravura do século XVIII - artista desconhecido
 
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