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Destaque desta edição
O Resgate do Sexólogo Selvagem
Paulo Canella
COMENTÁRIOS
Capítulo I: O Conclave
Lá estávamos nós, todos especialistas de sucesso, já além da inexperiência que desperta admiração pelos mestres e mais além ainda do orgulho senil que aceita aplausos dos novatos. Éramos críticos, céticos e principalmente amigos de longa data, de Congressos em Congressos construíramos esse bem querer que une mas não dispensa a polêmica, a dialética que constrói.
O Jelson viera de S.Paulo deixando enorme clínica a espera, o Bastos do Rio esvaziando os botequins do baixo Humaitá, a Naninha, da Salvador de baixo, à espera de orixás e paixões, enquanto eu chegara da roça, deixando rios de águas brilhantes, pássaros risonhos, sapos, bruxas e pobres sem fome e por isso com dignidade.
O destino nos juntou no mesmo hotel certamente não por coincidência, não pelas determinações dos sortilégios mas pelos poderes insuspeitados do Sexólogo, homem do mundo, sábio do sexo, chegado sabe-se lá se de Paris, Campinas ou Istambul, com poderes muito além do que poderíamos imaginar.
Lá estávamos nós, agora em Natal. Conosco mais de mil. As luzes dos mestres acesas. Burburinho, trocas, conclusões, Alguns buscando aprimoramento outros atrás do sucesso, do poder, tudo fazendo para merecer admiração. Astros e estrelas. Platéia e claque. A acolhedora cidade oferecendo a todos seus favores. Como resistir? Afinal mesmo fora das sessÔes continua-se aprendendo, e às vezes, como se verá, mais do que nelas próprias. É por isso que não concordo com o Bastos criticando os participantes pouco assíduos, baixando a níveis perigosos a freqüência às salas. Razão ele tinha, no entanto, quanto ao motivo determinante da inusitada ocorrência, inusitada, sim, mas nem por isso destituida de ensinamentos.
Aí a coisa foi outra. Aí minha opinião coincide com a do Bastos: o Sexólogo estava drogado. Como fora isso, não se sabe. Comida? Picada de inseto? Ou alguma amostra de medicamento oferecida pelos expositores do Congresso de Reprodução?
Não percam o II Capítulo "A Transformação" onde se justifica
a existência de drogas mas duvida-se do homem.
* Um mini-folhetim de Paulo Canella.
Veja o que mais você pode encontrar nesta edição
Sumario
| ARTIGOS |
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IMPLANTAÇÃO DE UMA DISCIPLINA DE SEXUALIDADE HUMANA NA FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO |
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Jorge José Serapião |
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BISSEXUALIDADE: OPINIÃO E PREVALÊNCIA EM UNIVERSITÁRIOS DE ADMINISTRAÇÃO |
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Branca Brenner; ()swaldo M. Rodrigues Jr.; Christiane Paim e Valéria Zanotti |
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O ADOLESCENTE E O SEXO |
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Marcos Ribeiro |
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| SEX-ARTE |
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DESENHO-ESTUDO DE CORPOS E MOVIMENTO |
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Michelangelo Buonarroti |
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| DE SEXU DOCUMENTA |
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A MORAL SEXUAL |
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José de Albuquerque |
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| PENSANDO & REPENSANDO |
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| NOTAS & NOTÍCIAS |
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| CURSOS & CONGRESSOS |
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| NOSSA CAPA |
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Carlos VI, no trono e nos braços da amante Odette de Champdiviers |
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