Androginia - O macho feminino e a fêmea masculina

Título: Androginia - O macho feminino e a fêmea masculina
Autor(es): J. J. Serapião
Ano: 2012
Periódico: Revista Brasileira de Sexualidade Humana
Volume: 23
Número: 1
Páginas: 75-78
Tipo de Artigo: Tópicos
ISSN: 2236-0530
Língua: Portuguese

Resumo: Este título nos remete a questão da androginia, isto é a mistura dos gêneros masculino e feminino. E será essa a questão de gênero sobre a qual desenvolveremos a maior parte de nossas considerações. Cabe, entretanto, analisar as demais vertentes que lidam com a imprecisão em se estabelecer uma diferença entre o masculino e o feminino. Na vertente biológica, o termo andro-ginia é praticamente desconhecido, e as ambiguidades entre os sexos são designadas pelo termo intersexualidade. No mundo da biologia a existência de dois sexos liga-se à reprodução sexuada, na qual os indivíduos distinguem-se pela capacidade de produzir gametas masculinos e femininos. Esses gametas se unem para criação de novos seres. Essa fusão determina (determinação sexual) se esses seres serão de um ou de outro sexo. Mais adiante, com o sexo biológico já determinado, esses novos seres vão se diferenciar (diferenciação sexual) em macho e fêmea ao longo de seu desenvolvimento embrionário. Os mecanismos de determinação e de diferenciação são bem pre-cisos, embora possam ocorrer “falhas”, o que redunda em imprecisões denominadas no mundo biológico de intersexualidade. Não é oportuna uma descrição detalhada dessas numerosas situações, por isso nos limitaremos a exemplificá-las com dois casos típicos: a Síndrome de Morris – indivíduo fenotipicamente (aparência externa) feminino portador de testículos; e a Síndrome de hiperplasia suprarrenal congênita feminina – indivíduo portador de ovários mas com aparência fenotípica masculina em decorrência de uma intensa virilização (resumo indisponível, trecho do artigo).

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