Educação sexual numa visão mais abrangente

Autor(es): M. A. d. T. Bruns, M. V. F. C. Grassi and C. França
Ano: 1995
Periódico: Revista Brasileira de Sexualidade Humana
Volume: 6
Número: 1
Páginas: 60-66
Tipo de Artigo: Opinião
ISSN: 0103-6122
Língua: Portuguese

Resumo: A sexualidade, entendida com o transcendente ao ato sexual, enquanto fonte de prazer ou desprazer e que se relaciona e se confunde com a história pessoal de cada ser humano, tem sua prática submetida a uma série de normas, valores e regras construídas ao longo do processo histórico-cultural de cada sociedade. A este conjunto de “intercondições, permissões, normas, valores e regras estabelecidas histórica e cultural- mente, para controlar o exercício da sexualidade”, dá-se o nome de Repressão Sexual. (Chauí, 1984:9). O homem, enquanto ser cultural, teve que reprimir seus instintos para que as civilizações pudessem existir, surgindo com isso a instauração das leis, normas, proibições. Estas proibições visavam ao controle, principalmente, da atividade sexual e dos impulsos agressivos, para que a sociedade, assim como a conhecemos, se tornasse possível. Ao que tudo indica, o homem, com medo de sua própria sexualidade e da força que o erotismo faz suscitar, procurando não conviver com sistemas autoritários, convenceu-se, por bem do sistema de trabalho produtivo, de que essa parte poderosa de sua personalidade deveria ser se- veramente controlada. (resumo indisponível, trecho do artigo).

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