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Revista Brasileira de Sexualidade Humana Volume 9 - n° 2

Trabalhos Opinativos e de Revisão
1. A razão e a emoção: na correspondência entre professora e
alunos.....................................................................................
2. Homossexualidade feminina.....................................................
3. Merchandising social: sexualidade e saúde reprodutiva nas
telenovelas .............................................................................
4. Sexualidade e saúde emocional................................................
Trabalhos de Pesquisa
1. O modelo de crenças que determina o comportamento de
mulheres portadoras do vírus da imunodeficiência humana -
Tipo 1.....................................................................................
2. O despertar ameaçado: adolescência, sexualidade e HIV.....
3. Prazer e sedução ....................................................................
Resumo Comentado
1. Adolescentes gays, lésbicas e bissexuais: cuidados para
aumentar a auto-estima dessa população oprimida...............

Nas últimas décadas temos assistido no Brasil uma importante
mudança social, especialmente no que diz respeito à difusão dos conhecimentos
na área da sexualidade humana. Para os que já tem algum
tempo de "estrada", estas mudanças são evidentes. Apenas para citar
um fato, quando organizamos o I Encontro Nacional de Sexologia, em
São Paulo, em maio de 1983, tivemos dificuldades em completar o
quadro dos docentes no evento, pois o número de pessoas que então
estudavam a sexualidade humana era bastante reduzido.
Felizmente as coisas mudaram. Multiplicam-se os Centros de
Estudos que se dedicam ao tema, o número de clínicas voltadas para o
tratamento das disfunções sexuais se multiplica e até o governo, em
seus diferentes níveis, tem se preocupado com a temática da Educação
Sexual.
Claro que num setor de desenvolvimento tão rápido, existem
algumas distorções. Profissionais com baixa qualificação e discutível
senso ético, por exemplo, ou mesmo programas de "educação sexual"
que na verdade se propõe a apenas reprimir as manifestações da sexualidade.
Mas essas excessões não apagam o fato indiscutível de que
a sexualidade tem sido mais estudada e melhor compreendida em nosso
meio.
No campo da Educação Sexual, especificamente, tem ocorrido
aos que militam na área uma séria preocupação. Encontra-se em fase
final de implantação, pelo Ministério da Educação, um conjunto de normas
que tornam obrigatória a inclusão da Educação Sexual como tema
transversal, nos currículos escolares.
Trata-se de medida altamente elogiável e longamente esperada
pelos profissionais da área. Sua forma de implantação, no entanto, nos
deixa uma dúvida. Imaginando-se que a lei "pegue" (sim, porque no
Brasil existem leis que "não pegam"), de onde as milhares de escolas
existentes no país vão tirar os milhares de educadores adequadamente
preparados necessários para a implantação, execução a controle do
processo? Aliás, como caracterizar esses profissionais? Como preparálos?
Como selecioná-los?
Parece-nos que o processo foi invertido, pois se tivéssemos o
número de educadores adequadamente preparados requerido, há muito
teríamos corrigido uma série de distorções.
Em nossa maneira de entender, seria necessário primeiro que se
definisse exatamente o que é um Educador Sexual, quais os conhecimentos
e posturas que dele se esperam e, principalmente, que
fornecessem os meios para prepará-los adequadamente.

Como estão sendo levadas as coisas, corremos o risco de ver os
postos preenchidos por pessoas preconceituosas, e mal preparadas, que
conduzirão o processo de maneira inadequada e, quando dentro de
alguns anos se fizer uma reavaliação dos resultados, poder-se-á concluir
que essa "Educação Sexual" não teve qualquer sucesso em combater
preconceitos, promover um exercício mais responsável da sexualidade,
enfim, em facilitar aos educandos. Seria uma triste ironia se tal
acontecesse.
Parece-nos algo a ser pensado…
Nelson Vitiello
Editor


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